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Como Escrever Um Livro

Como Escrever um Livro de Fantasia?

Escrever um livro de fantasia com toda certeza é um sonho para muitos. Ainda mais devido ao impacto da literatura fantástica na nossa cultura, títulos como O Senhor dos Anéis, Harry Potter, Game of Thrones e tantos outros, fizeram uma legião de pessoas se apaixonarem pela leitura e em alguns casos no desejo de escrever seu próprio mundo fantástico.

De fato a literatura fantástica tem um charme próprio, com diálogos que mesmo em mundos fora da nossa realidade, nos aproximam de personagens e os tornam reais. Obras como as citadas anteriormente podem apresentam uma linguagem fantasiosa, mas você verá em muitas, densas tramas políticas, embates filosóficos e questões sociais muito próximas da nossa realidade.

Talvez o gênero para você remete ao público mais jovem, atrelado a nostalgia e a vontade de viver o imaginativo dos primeiros anos de vida. Porém, o ramo da fantasia tem diversas vertentes, pois a imaginação não tem idade para acontecer.

Não é de se surpreender que autores iniciantes tenham interesse por escrever um livro de fantasia. Ainda mais, pela oportunidade de criar mundos novos, com suas próprias leis e regras, novas línguas e até mesmo climas inusitados.

Para os amantes do gênero, é importante escrever com dedicação, criando um universo inteiro, mesmo que não seja uma tarefa fácil. Vamos entender?

Técnicas para escrever um livro de fantasia

A primeira regra básica para escrever um mundo de fantasia é pesquisar e pesquisar muito. A princípio, seus leitores esperam que o livro seja bem feito e mesmo que seja um mundo de fantasia único, você vai ter que pesquisar muito para poder criar um universo verossímel.

Pode parecer trabalhoso, mas quando se escreve um livro medieval, faz todo sentido estudar os comportamentos na idade média, para aproximar seu leitor ao máximo desse ambiente. Bem como quando for escrever sobre mitologia, vai precisar conhecer bem os mitos que está escrevendo e de fato tornar aquilo real.

Um tipo de pesquisa bem simples é ler obras que se ambientem no tipo de mundo que você quer criar. Portanto, comece lendo alguns autores clássicos e em seguida escolha outros à sua escolha, dessa forma será muito mais prático você aprender à criar mundos e como lidar com algumas situações.

Checklist básico para uma boa fantasia:

  • O Cenário: quais meios você vai apresentar seu mundo e cativar seu leitor?
  • Regras e Leis: o mundo fantástico bem elaborado tem regras e leis que devem ser seguidas à risca, criando a lógica de funcionamento deste mundo.
  • As Personagens – como suas personagens interagem com esse cenário? Quais conflitos, medos e anseios o influenciam a seguir em frente, ou até mesmo recuar?

Quais temas fantásticos sua história deve ter?

São variados os temas da fantasia, um gênero que nos permite total liberdade criativa na construção do cenário. Antes de mais nada, escolha o tema da sua obra fantástica, sem medo de combinar um ou mais estilos.

No geral a fantasia ainda é segmentada por alguns tipos que definem algumas regras aos seus mundos.

  • Alta fantasia (Mundo inteiramente diferente do mundo real, com regras e leis específicas)
  • Baixa fantasia (A fantasia está presente, mas em elementos do nosso mundo)
  • Conto de fadas (Muito baseado nos contos infantis)
  • Espada e Feitiçaria (Mistura de mundo medieval com magia)
  • Fantasia científica (O mundo fantástico pode seguir leais reais de nossa ciência ou tecnologias futuras)
  • Fantasia contemporânea (A fantasia ocorre no momento atual do autor)
  • Ficção mítica (O uso de mitos e lendas dão suporte ao enredo)

A relação do cenário em um livro de fantasia

Após decidir pelo tema, pense no cenário ao qual seu mundo está inserido e defina ou altere as leis e regras que melhor se adequarem ao enredo. Além disso, descubra como inserir personagem, mostrar suas interações, história do local ou que fatos ocorreram e que ainda afetam este cenário.

Alguns exemplos são: Em O Senhor dos Anéis, Frodo se mete em uma aventura para destruir o anel do poder, no começo e durante o enredo se apresenta o mundo e a influência de Sauron nos acontecimentos da Terra-média. Outro exemplo é em Nascidos da Bruma(Mistborn), Vin é inserida em uma gangue que deseja destruir o Senhor Soberano, conforme as páginas vão passando, entendemos todo o sistema político e o poder que essa única pessoa exerce na população.

Materiais extras como mapas, dicionários de linguas e árvore genealógica

Após criar o mundo, mesmo que você nunca chegue a criar um mapa ou acrescentar uma linhagem aos seus personagens, será necessário pensar na forma como se organizam sua geografia, política, história e fé.

Você precisa saber como funciona geograficamente o seu mundo, caso seus personagens precisem viajar, como será a locomoção dos mesmos até aquele destino e quais desafios poderão ocorrer?

Não é necessária criar mapas detalhados, mesmo que seja uma tarefa divertida. Entretanto, é importante perceber como pequenos detalhes da geografia do mundo poderão passar ao leitor sensação de locomoção de desafio.

A história também é indispensável, assim como em alguns casos a política deste mundo. No mínimo pense nos principais acontecimentos, se ocorreram guerras, conflitos, revoluções e quais sistemas econômicos foram criados e que tipos de governo estão no poder.

Outros aspectos sociais importantes são a cultura e a religião. Entenda, que é possível explorar preconceitos existentes neste mundo, a fé que foram submetidas e quais aspectos personagens são vítimas do sistema ou de instituições religiosas opressoras.

Fora isso, dependendo do seu mundo, quais são os tipos de espécies fantásticas que vivem neste cenário? Qual a interação das mesmas com as outras e quais características estes seres tem e quão evoluídos ou não os mesmos são no universo que você criou.

Pense em todos os aspectos mais importantes da estrutura deste mundo fictício e note como os mesmos conseguem se relacionar, enriquecendo o enredo como um todo.

Riqueza nos detalhes e contexto

Nada adianta escrever um livro de fantasia complexo e não saber como apresentar ao leitor. Não falo de escrever detalhadamente e entregar tudo de uma vez, mas de transportar o leitor de forma imersiva no mundo.

Claro que você pode investir em um prólogo, tratando dos aspectos mais importantes e situacionais do enredo, para depois ir apresentando os detalhes na trama.

Aqui você deve mostrar o cenário e os sentimentos dos personagens, permitindo que o leitor se sinta na pele e crie uma maior afinidade. Ao falarmos do ambiente, pense em explorar os cinco sentidos e crie uma atmosfera, com aspectos sensoriais e visuais.

No geral, é muito importante tornar seu mundo fictício real, trazendo os leitores numa imersão assertiva, tanto para o mundo quando aos personagens.

Faça uma experiência, lembre de um personagem de algum livro que leu e como essa pessoa fictícia te chamou atenção. Agora, você consegue se perguntar quantas vezes já imaginou qual o destino deste personagem ou quais decisões você aprovou ou reprovou? Siga o caminho inteligente na escrita, crie empatia e personagens reais e garanto que escreverá um ótimo livro de fantasia.


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Escritor. Especialista em Busca Orgânica & Marketing. Leitor apaixonado por fantasia e ficção científica.

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