Livros

Aylla recebe um pedido do irmão, retornar para sua cidade natal e assinar os documentos da herança da mãe. Não sabe se a sua casa mudou, ou se o irmão sofreu também do mesmo caos.

De volta, olha pela janela do carro o marasmo da cidade, refletindo sobre o que aconteceu anos atrás. Consegue enfrentar os traumas enraizados, mesmo que a agressora esteja morta?

O impasse é particular e a faz questionar se deve abrir as feriadas ainda não cicatrizadas. Tem medo de se ver presa novamente ao passado, nas recordações repletas de tabus. Como se a suas memórias retornassem a cada passo, questiona se tudo foi de fato verdade ou apenas imaginação. Afinal, depois de tantos anos tentando esquecer o que ocorreu, até parece que foi apenas um pesadelo…

Hena pensava que a vida era apenas trabalho. Até que, a morte do pai do seu melhor amigo o faz sair da zona de conforto. Não é o dever que o move, mas a vontade de escapar da sua própria prisão. Decide voltar para São Paulo, onde revê velhos amigos e memórias.

Preso no dilema de voltar ou ficar, aluga um quarto no apartamento de um homem que faz seu coração bater mais forte.

“Misantropia” é um romance de formação tardia diferente. Ele não busca amadurecimento, mas lidar com os traumas, a sexualidade e tudo que desejou esquecer.

Nas palavras do autor, o sentimento humano mais primitivo – o medo é essencialmente o sentimento mais íntimo e importante. Esta história tem as características do terror cósmico, com um ambiente de terror rural, é uma boa escolha para quem gostou da série italiana “Curon” e tem gosto por mais do gênero. “Umidade”, do escritor Raphael Santos, leva o leitor a um ambiente terrível e aterrorizante em que o protagonista, um alcoólatra, junto com suas memórias e feridas, deve descobrir o que aconteceu com a igreja submersa do povoado. Os antigos moradores desapareceram sem deixar vestígios, um deles era seu irmão …