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Resenha: Correr com rinocerontes de Cristiano Baldi

Cristiano Baldi é escritor e jornalista brasileiro, autor de romances e contos que transitam entre o cotidiano urbano, a imaginação e a experimentação narrativa. Sua escrita explora personagens em busca de sentido em meio ao caos e às contradições do mundo contemporâneo. Em Correr com rinocerontes, Baldi entrega uma história que aposta na velocidade e na mudança constante de perspectiva.

Sinopse

Diante de algumas tragédias, só é possível calar. Um jovem cresce à sombra de um terrível acidente que marcou sua adolescência. No início da vida adulta, ele precisa sair de São Paulo e voltar a Porto Alegre para enfrentar as pontas soltas do passado. Inteligente, culto, filho e neto de intelectuais, descobre que, assim como ele, cada membro da família encontrou sua própria forma de fuga. Depoimento: “Penso que esta novela tem muitos méritos não apenas ligados à construção narrativa em si, à história em si, mas à eleição da linguagem empregada e do tom de humor empregado. Há um exagero que logo se torna fundação de uma normalidade muito peculiar que envolve a família do protagonista e envolve Porto Alegre e até a sucção caleidoscópica que pauta a inércia de uma geração (há camadas diversas de apreensão). É difícil não gostar dos escritores que passam ao largo do bom-mocismo que tomou de assalto a literatura brasileira contemporânea, que não se contentam com narradores e protagonistas bidimensionais fadados a carregar bandeiras, lições e redenções. Acredito no exagero bem executado presente nesta novela, na tragédia familiar que a partir dele se descobre. Um livro que vale a pena” PAULO SCOTT

Minha avaliação

Li Correr com rinocerontes em poucos dias. Não é um livro chato ou arrastado; pelo contrário, sua narrativa flui de maneira rápida, permitindo ao leitor avançar sem esforço. No entanto, essa agilidade não se converteu, para mim, em uma experiência marcante.

O principal problema está no enredo, que parece não levar a lugar algum. Há muitas mudanças de foco narrativo ao longo da trama, e essa constante variação acaba quebrando a imersão, deixando a sensação de que a história não encontra um eixo central. Ainda que a proposta seja ousada, a execução resulta em dispersão, enfraquecendo a força que poderia ter.

Apesar disso, o livro não é de todo perdido. A escrita de Baldi tem energia e consegue manter o interesse momentâneo do leitor. Faltou, no entanto, uma linha mais clara que conduzisse a narrativa até um desfecho mais consistente e memorável.

Nota final

⭐ 2 de 5

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