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Resenha: Enfim, capivaras de Luisa Geisler

Luisa Geisler é escritora brasileira, reconhecida desde muito jovem como uma das vozes mais promissoras da literatura contemporânea. Autora de romances, contos e também tradutora, ela combina humor, leveza e olhar atento sobre as relações humanas. Seus livros exploram o cotidiano e a juventude com originalidade, conquistando leitores que buscam narrativas acessíveis, mas ao mesmo tempo repletas de sensibilidade.

Sinopse

Em seu primeiro livro para o público jovem adulto, a premiada autora Luisa Geisler narra uma aventura inusitada de cinco jovens em busca de uma capivara perdida.

A cidade no interior de Minas Gerais para onde Vanessa se mudou é o tipo de lugar onde anunciam os horários do cinema e os obituários com o mesmo carro de som. Nada de muito interessante acontece por lá, a não ser para Binho, que, segundo ele mesmo, tem várias namoradas e conhece um monte de cantores sertanejos famosos.
A verdade é que Binho é um mentiroso contumaz e agora passou dos limites: inventou que tem uma capivara de estimação. Cansados das histórias cada vez mais mirabolantes do garoto, Vanessa se junta aos amigos — Léo, Nick e Zé Luís — para desmascará-lo. E eles estão decididos a ir até as últimas consequências.
Narrado durante as doze horas de uma noite regada a álcool, salgadinhos, segredos e romances mal resolvidos, Enfim, capivaras explora, através de diferentes pontos de vista, os relacionamentos entre um grupo de adolescentes em busca de uma capivara — ou muito mais do que isso.

Minha avaliação

Enfim, capivaras é uma leitura leve, despretensiosa e divertida. O enredo gira em torno de um grupo de amigos que parte em busca da capivara perdida de um deles — personagem que, não por acaso, é também um grande mentiroso. O que poderia parecer apenas uma anedota se transforma em uma aventura adolescente capaz de despertar no leitor tanto a curiosidade pela trama quanto uma nostalgia inevitável.

Há nessa jornada algo de universal: todos já vivemos momentos em que a amizade, as pequenas obsessões e a sensação de pertencimento eram o centro do mundo. Luisa Geisler captura com precisão esse espírito da adolescência, criando personagens e situações que ecoam no leitor adulto como lembranças de um tempo em que tudo parecia maior do que realmente era.

A graça do livro está justamente nesse equilíbrio: uma narrativa leve, que não exige compromisso ou grandes reflexões, mas que oferece diversão e ternura. É daqueles livros que cativam pela simplicidade e pelo afeto que evocam, mais do que pela complexidade da trama.

Nota final

⭐ 4 de 5

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